Você sente medo quando alguém se afasta?
Fica ansiosa quando uma mensagem demora para chegar?
Tem medo de ser esquecida?
Aceita menos do que merece só para não perder alguém?
Talvez você já tenha se chamado de intensa.
Carente.
Sensível demais.
Mas hoje eu quero te convidar a olhar para isso de um lugar diferente.
Porque talvez…
Talvez exista uma criança dentro de você com medo de ser deixada novamente.
Quando falamos sobre abandono, muitas pessoas pensam imediatamente em ausência física.
Alguém que partiu.
Que deixou.
Que não ficou.
Mas a verdade é que…
Nem sempre o abandono acontece quando alguém vai embora.
Às vezes ele acontece quando alguém estava perto…
Mas você não se sentia vista.
Quando suas emoções não foram acolhidas.
Quando ninguém percebeu o tamanho da dor que você carregava.
Quando você precisou amadurecer cedo demais.
Quando aprendeu a lidar sozinha com sentimentos grandes demais para uma criança pequena.
E talvez tenha aprendido algo silenciosamente:
“Não posso precisar demais.”
“Preciso me virar sozinha.”
“Talvez as pessoas sempre vão embora.”
Então, sem perceber…
Você cresceu tentando evitar uma dor que já conhecia.
A criança cresce.
Mas o medo continua.
E muitas vezes ele aparece disfarçado.
Talvez hoje isso viva em você assim:
✨ medo de ficar sozinha
✨ ansiedade nos relacionamentos
✨ apego rápido demais
✨ necessidade constante de confirmação de amor
✨ medo de ser trocada
✨ dificuldade de encerrar ciclos
✨ aceitar migalhas emocionais
✨ medo do afastamento
E existe uma frase silenciosa vivendo lá dentro:
Então você tenta segurar.
Compreender demais.
Aceitar demais.
Se esforçar demais.
Tolerar o que machuca.
Silenciar necessidades.
Se diminuir.
Tudo para manter alguém por perto.
Mas existe uma pergunta difícil — e profundamente transformadora:
Respira.
Porque essa pergunta pode tocar fundo.
Quantas vezes você se calou para evitar conflitos?
Quantas vezes fingiu estar bem?
Quantas vezes aceitou menos do que merecia?
Quantas vezes permaneceu em lugares que já doíam?
Talvez a parte mais dolorosa da ferida do abandono nem seja quando alguém vai embora…
Mas as vezes em que você vai embora de si mesma para evitar perder alguém.
Quero te dizer algo importante hoje:
Talvez exista apenas uma criança dentro de você ainda aprendendo algo muito importante:
Amor saudável não gera medo constante.
Não faz você implorar presença.
Não exige que você diminua sua essência.
Amor saudável acolhe.
Traz segurança.
Presença.
Reciprocidade.
E talvez uma das maiores curas seja essa:
Hoje quero te fazer um convite.
Pegue sua foto de infância.
Olhe para aquela criança.
Observe o rosto dela.
E pergunte com carinho:
Talvez a resposta venha em emoção.
Talvez em lembranças.
Talvez em silêncio.
Mas fique.
Escute.
Acolha.
Porque talvez essa criança esteja esperando, há muito tempo, alguém dizer:
💛 “Você não foi difícil de amar.”
💛 “Você não precisava implorar presença.”
💛 “Hoje eu estou aqui com você.”
Se esse texto encontrou você de alguma forma…
Talvez o episódio de hoje possa tocar ainda mais fundo.
No áudio, eu aprofundo essa conversa sobre a ferida do abandono, trago reflexões acolhedoras e um exercício terapêutico profundo para sua criança interior.
Pegue seu caderno, sua foto de infância e venha caminhar comigo nessa jornada 💛
✨ Dê o play no episódio: O medo do abandono
Com Carinho Fabiane Luz