Quantas vezes você disse “sim” querendo dizer “não”?
Se calou para evitar conflitos?
Aceitou situações que machucavam só para não perder alguém?
Se colocou por último?
Talvez você nunca tenha chamado isso pelo nome.
Mas hoje quero te apresentar uma dor muito silenciosa:
Ou talvez…
Porque a verdade é:
Nem sempre são os outros que nos abandonam.
Às vezes…
Somos nós que vamos embora de nós mesmas.
O autoabandono não começa na vida adulta.
Ele nasce lá atrás.
Na infância.
Quando a criança percebe, mesmo sem entender completamente, que talvez precise mudar algo em si para manter amor.
Às vezes ela aprende:
“Não posso incomodar.”
“Preciso agradar.”
“Tenho que ser boazinha.”
“Se eu mostrar demais quem sou, talvez não gostem de mim.”
Então, pouco a pouco…
Ela começa a se adaptar.
Se moldar.
Se diminuir.
Se calar.
E talvez, sem perceber, aprende algo muito doloroso:
Respira.
Porque talvez isso toque você.
A infância passa.
Mas aquilo que aprendemos sobre amor permanece dentro da gente.
E o autoabandono pode aparecer na vida adulta de formas muito silenciosas:
✨ Você diz “sim” quando queria dizer “não”
✨ Se culpa por se escolher
✨ Tolera relações desequilibradas
✨ Se cala para evitar conflitos
✨ Faz demais pelos outros e esquece de si
✨ Se adapta demais para caber
✨ Aceita menos do que merece
✨ Vive cansada emocionalmente
E talvez exista uma frase silenciosa vivendo aí dentro:
Então você vai ficando pequena.
Cedendo demais.
Explicando demais.
Silenciando sentimentos.
Até chegar um momento em que nem sabe mais do que gosta.
Do que precisa.
Do que sente.
Porque ficou tanto tempo cuidando do outro…
Que esqueceu de cuidar de si.
Hoje quero te fazer uma pergunta profunda:
Respira.
Sem culpa.
Sem julgamento.
Porque talvez você não esteja errada.
Talvez você apenas tenha aprendido a sobreviver emocionalmente.
Talvez, lá atrás, alguém tenha ensinado — mesmo sem palavras — que amor precisava de esforço, adaptação e renúncia.
Mas existe algo importante que sua criança interior talvez precise ouvir hoje:
Nenhum amor saudável pede que você desapareça de si mesma.
Nenhum amor saudável exige que você abandone seus limites, sua voz ou sua essência.
Talvez…
A maior dor tenha sido perceber quantas vezes você se deixou.
As vezes em que ignorou sua intuição.
As vezes em que permaneceu onde doía.
As vezes em que diminuiu suas necessidades.
As vezes em que aceitou migalhas emocionais.
As vezes em que se escolheu por último.
Mas quero te lembrar algo importante hoje:
Ainda dá tempo de reaprender a se ouvir.
De respeitar suas emoções.
De se escolher sem culpa.
De construir uma relação mais amorosa consigo mesma.
Porque talvez a maior cura da sua criança interior comece aqui:
Hoje quero te fazer um convite.
Pegue sua foto de infância.
Olhe para aquela criança.
Observe seu rostinho com carinho.
E pergunte:
Talvez venha emoção.
Talvez silêncio.
Talvez lembranças.
Mas fique.
Escute.
Acolha.
E diga para ela lentamente:
💛 “Você não precisava se diminuir.”
💛 “Você não precisava merecer amor.”
💛 “Você não precisava deixar de ser você.”
💛 “Hoje eu estou aqui com você.”
Se esse texto encontrou você…
Talvez o episódio de hoje possa tocar ainda mais fundo.
No áudio, eu aprofundo essa conversa sobre o autoabandono, explico como essa ferida nasce na infância e conduzo um exercício terapêutico profundo para sua criança interior.
Pegue seu caderno, sua foto de infância e venha caminhar comigo nessa jornada 💛
✨ Dê o play no episódio: O autoabandono – As vezes em que deixei de mim para não perder o outro
Com carinho Fabiane Luz