Chegamos ao fim da nossa jornada Curando a Criança Interior.
E talvez, antes de qualquer coisa, eu precise te dizer:
Que honra foi caminhar com você até aqui.
Ao longo dessa jornada, visitamos lugares profundos.
Olhamos para dores antigas.
Nomeamos feridas.
Acolhemos memórias.
Reconhecemos faltas.
Choramos.
Sentimos.
Ressignificamos.
E, em muitos momentos, talvez você tenha encontrado partes suas que estavam esquecidas.
Partes feridas.
Partes cansadas.
Partes que ainda carregavam pesos silenciosos.
Respira fundo 🌷
Porque hoje quero falar sobre uma palavra que, para muitas pessoas, ainda carrega confusão, resistência e até medo:
Mas antes de continuarmos, preciso te lembrar de algo muito importante:
Essa compreensão muda tudo.
Muitas pessoas resistem ao perdão porque aprenderam uma versão distorcida dele.
Como se perdoar significasse:
aceitar abuso
normalizar violência
minimizar sofrimento
reconciliar obrigatoriamente
Mas não.
Perdão não anula responsabilidade.
Quem feriu continua responsável por suas escolhas.
Quem negligenciou continua responsável pelo que faltou.
Perdoar não apaga fatos.
Não altera a história.
Não transforma injustiça em justiça.
Nossa…
Respira nessa parte.
Porque talvez você precise ouvir isso:
Seu sofrimento importa.
Sua história importa.
Suas feridas importam.
Se perdão não é esquecer…
Então o que ele pode ser?
Talvez o perdão seja, antes de tudo:
Existe uma verdade difícil de encarar.
Quando permanecemos emocionalmente presos à mágoa, ao ressentimento e à raiva…
Continuamos ligados à ferida.
Mesmo anos depois.
Reviver constantemente a dor consome energia emocional.
Mantém o sistema psíquico em estado de alerta.
Aprisiona parte da vida ao passado.
E talvez o perdão comece exatamente quando algo dentro de você diz:
Percebe a profundidade disso?
Perdoar nem sempre é sobre o outro.
Muitas vezes é sobre você.
Sobre recuperar energia.
Sobre deixar de alimentar internamente aquilo que continua adoecendo.
Perdoar, muitas vezes, é soltar o peso.
Não porque o outro mereça.
Mas porque você merece paz.
Esse talvez seja um dos perdões mais delicados de todos.
Ao longo da vida, em algum momento, começamos a enxergar nossos pais para além da imagem idealizada da infância.
E então percebemos:
Eles também erraram.
Suas palavras feriram.
Suas ausências deixaram marcas.
Suas limitações produziram dores profundas.
E sim…
Muitas vezes houve mágoa.
Ressentimento.
Raiva.
Tristeza.
Feridas silenciosas.
Mas existe uma compreensão que amadurece a alma.
Eles também carregavam dores.
Feridas.
Traumas.
Faltas.
Muitas vezes ofereceram aquilo que receberam.
Repetiram padrões familiares.
Transmitiram formas de amar, corrigir e educar que acreditavam ser corretas.
Não necessariamente porque eram pessoas ruins.
Mas porque, com a consciência que tinham, acreditavam estar fazendo o melhor que podiam.
Assim como nós…
Muitas vezes também erramos tentando acertar.
Respira fundo 🌷
Isso não apaga a dor que você viveu.
Não justifica negligências.
Não anula feridas.
Mas talvez permita enxergar sua história com menos rigidez e mais consciência.
Porque existe algo importante:
Muitas vezes, apenas prolonga o sofrimento.
Por isso, talvez perdoar seus pais não signifique amá-los.
Não significa concordar com tudo.
Não significa manter proximidade.
E aqui existe uma verdade libertadora:
Talvez perdoar signifique algo mais profundo.
Porque, no fim…
Quando você permanece presa apenas à culpa…
Quem continua carregando o peso é você.
Existe ainda um perdão que, para muitas pessoas, é o mais difícil de todos.
O perdão de si mesma.
Pelas escolhas.
Pelos silêncios.
Pelos lugares onde permaneceu.
Pelas vezes em que se abandonou.
Pelas vezes em que não se protegeu.
Pelas vezes em que não soube.
Respira…
Porque talvez você precise ouvir algo profundamente curador hoje:
A adulta que você é hoje enxerga coisas que antes eram invisíveis.
A consciência de hoje não existia ontem.
E talvez o perdão mais transformador comece quando você consegue dizer:
Nossa…
Talvez essa frase cure lugares profundos.
Durante a vida, carregamos pesos que não nasceram em nós.
Culpa herdada.
Vergonha herdada.
Medos herdados.
Padrões herdados.
Crenças herdadas.
Muitas vezes, sem perceber, carregamos dores que pertencem a gerações inteiras.
E chega um momento em que amadurecer também significa escolher.
O que fica.
E o que precisa ser devolvido.
Talvez hoje seja esse dia.
O dia de soltar.
O dia de liberar.
O dia de não continuar sustentando aquilo que adoece.
Feche os olhos por alguns instantes.
Visualize sua criança interior.
Observe seu rosto.
Seu olhar.
Tudo o que ela viveu.
Tudo o que suportou.
Aproxime-se dela.
Pegue-a no colo.
Segure com ternura.
E diga lentamente:
💛 Você sobreviveu.
💛 Sua dor foi real.
💛 Eu honro sua história.
💛 Eu não vou mais te abandonar.
💛 Agora caminhamos juntas.
Respire fundo.
Permaneça nesse encontro.
Sinta.
Acolha.
Talvez, no início desta jornada, você tenha chegado procurando respostas.
Tentando entender por que certas dores ainda viviam dentro de você.
Tentando compreender feridas antigas.
Mas hoje…
Quero te lembrar de algo profundamente importante:
E talvez a maior cura não tenha sido eliminar toda dor.
Talvez tenha sido descobrir que agora existe uma adulta dentro de você capaz de acolhê-la.
Por isso, quero encerrar nossa jornada com estas palavras:
E talvez…
Esse não seja um fim.
Talvez seja o começo de uma nova relação com você mesma.
Embora estejamos encerrando esta caminhada, seu processo de cura continua.
A cura da criança interior não acontece em vinte e quatro dias.
Ela acontece em camadas.
Em ciclos.
Em revisitas.
Em novos níveis de consciência.
Por isso, sempre que sentir necessidade de acolhimento, de recordar aprendizados ou de revisitar partes importantes da sua caminhada…
Todos os episódios desta jornada continuarão disponíveis no Spotify.
Você pode voltar.
Ouvir novamente.
Sentir.
Pausar.
Refazer exercícios.
Reencontrar partes suas.
Porque, muitas vezes, um mesmo episódio toca lugares diferentes dentro de nós dependendo da fase da vida em que estamos.
Permita-se revisitar essa jornada quantas vezes seu coração pedir.
Cada escuta pode revelar uma nova camada de cura.
E lembre-se:
💛 Seu processo tem seu próprio tempo.
💛 Sua cura não precisa ser apressada.
💛 Você pode retornar sempre que precisar.
Ouça o episodio no spotify
Seguimos juntos para uma próxima jornada 🌷💛
Com Carinho
Fabiane Negrini Luz