Nem toda criança teve permissão para apenas ser criança.
Algumas precisaram amadurecer cedo demais.
Outras aprenderam a silenciar emoções.
Algumas se tornaram responsáveis antes da hora.
Outras descobriram, muito cedo, que agradar parecia ser uma forma de receber amor.
Talvez você reconheça isso em si.
Porque a infância nem sempre nos permite espontaneidade, leveza ou segurança emocional.
Muitas vezes, aprendemos a nos adaptar ao ambiente em que crescemos.
Não porque queríamos.
Mas porque era a maneira possível de sobreviver emocionalmente.
Talvez você tenha sido:
A criança forte.
A que não chorava.
A boazinha.
A responsável.
A perfeccionista.
A invisível.
A que precisava cuidar dos outros.
E, sem perceber, essas formas de sobrevivência acabam nos acompanhando até a vida adulta.
Talvez hoje você:
Sinta culpa ao dizer “não”.
Se cobre excessivamente.
Tenha dificuldade de pedir ajuda.
Sinta necessidade constante de aprovação.
Se responsabilize por tudo e por todos.
Ou tenha medo de decepcionar.
E talvez isso não seja apenas “seu jeito”.
Talvez seja a criança que você precisou ser tentando continuar protegendo você.
A força excessiva pode virar exaustão.
O silêncio pode virar solidão.
A necessidade de agradar pode virar esquecimento de si.
A perfeição pode virar sofrimento.
E talvez hoje exista uma parte sua cansada de sustentar papéis que nunca deveriam ter sido responsabilidade de uma criança.
Hoje, olhe para sua foto de infância.
Observe aquela criança.
E pergunte:
“Quem você precisou ser para sobreviver?”
Talvez a resposta venha em emoção.
Talvez em silêncio.
Talvez em lágrimas.
Mas permita-se acolher.
Porque talvez…
A criança que um dia precisou ser tão forte esteja esperando, finalmente, permissão para descansar.
✨ E talvez a cura comece quando você entende que não precisava ter carregado tudo sozinha.
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Com Carinho
Fabiane Luz