arrow_back
arrow_back


Jornada Curando a sua criança interior

quando aprendemos a nos calar

Quando aprendemos a nos calar: a ferida emocional do silêncio

Nem toda criança aprende a falar sobre o que sente.

Algumas aprendem a se calar.

Não porque não tenham emoções.

Mas porque, em algum momento da infância, entenderam que sentir parecia perigoso.

Talvez você reconheça isso.

A criança que chorava e ouviu:

“Para de chorar.”

A que tentava explicar sua dor e escutava:

“Você está exagerando.”

A que precisava de colo… mas recebeu silêncio.

A que tinha medo, tristeza, insegurança — mas percebeu cedo demais que precisava “ser forte”.

E então algo muito delicado aconteceu:

Ela aprendeu a se calar.

Não como escolha.

Mas como proteção.

O silêncio também pode ser uma forma de sobrevivência

Muitas vezes, o silêncio nasce quando a criança entende:

“Se eu falar, dói.”
“Se eu mostrar o que sinto, não vão me entender.”
“É melhor não incomodar.”
“Talvez seja mais seguro ficar quieta.”

Então ela começa a esconder.

Esconde o choro.

Esconde o medo.

Esconde a raiva.

Esconde necessidades emocionais.

Aprende a sorrir quando dói.

A dizer “está tudo bem” quando não está.

A não ocupar espaço.

A não pedir demais.

E a infância passa…

Mas o silêncio permanece.

Quando a criança cresce… o silêncio muda de forma

Talvez hoje você:

Tenha dificuldade de dizer o que sente.

Evite conflitos a qualquer custo.

Guarde tudo para si.

Engula emoções.

Tenha medo de decepcionar.

Chore escondido.

Ou exploda depois de muito tempo guardando tudo.

E talvez tenha passado a vida acreditando:

“Eu sou uma pessoa fechada.”

Mas talvez não seja isso.

Talvez você apenas tenha aprendido cedo demais que falar não era seguro.

O silêncio pode estar conectado a feridas emocionais

🌷 A dor da humilhação

Muito comum quando a criança foi criticada, ridicularizada, mandada calar ou teve sentimentos invalidados.

Talvez tenha ouvido:

“Fica quieta.”
“Que exagero.”
“Você é muito sensível.”

E sem perceber, aprendeu:

“O que eu sinto não importa.”

Na vida adulta isso pode aparecer como:

✨ medo de se expressar
✨ dificuldade de dizer “não”
✨ medo do julgamento
✨ necessidade de agradar
✨ dificuldade de colocar limites

🌷 A dor da rejeição

Quando a criança sente que não é aceita como realmente é.

Então aprende:

“Se eu mostrar quem sou, talvez não me amem.”

E começa a esconder sentimentos, opiniões, necessidades e até partes importantes da própria identidade para tentar pertencer.

🌷 A dor da injustiça

Muito comum em ambientes rígidos, frios ou emocionalmente distantes.

A criança aprende:

“Sentir é fraqueza.”

“Eu preciso ser forte.”

Então cresce aparentemente firme…

Mas emocionalmente silenciosa.

Nem toda pessoa quieta está em paz

Existe uma frase que talvez precise encontrar você hoje:

Nem toda pessoa quieta é calma. Às vezes ela apenas aprendeu que sua voz não era segura.

Talvez exista dentro de você uma criança que um dia percebeu que falar gerava conflito.

Que expressar emoções causava punição.

Que ninguém realmente escutava.

Então ela se adaptou.

Se calou.

Sobreviveu.

Mas sobreviver não é a mesma coisa que viver.

Uma reflexão importante

Às vezes, o adulto que hoje não consegue se posicionar…

É apenas uma criança que precisou sobreviver ficando em silêncio.

E talvez esteja tudo bem reconhecer isso.

Sem culpa.

Sem vergonha.

Sem se criticar.

Porque consciência não serve para machucar.

Serve para acolher.

Um convite de amor 🌷

Hoje eu quero te convidar a fazer algo simples…

Olhe para sua foto de infância.

Observe aquela criança.

E pergunte:

“O que você nunca conseguiu dizer?”

Talvez venham palavras.

Talvez emoções.

Talvez lágrimas.

Mas acolha.

Porque talvez essa criança esteja esperando, há muito tempo, alguém finalmente disposto a ouvi-la.

E talvez…

Esse alguém possa começar a ser você 💛

✨ O que um dia foi silenciado merece, hoje, ser acolhido com amor.



Pode acompanhar esse episódio na integra no aqui no spotify


Um abraço de Luz
Fabiane